Thursday, April 11, 2019

A BURLA



A BURLA

No dia 08/01/2001 recebemos a visita de um vendedor (...) representante do curso de inglês "HomeOnon", o curso era de interesse partilhado com mais dois colegas, que residiam na mesma morada.
No decorrer de uma conversa descontraída e um tanto efusiva por parte do vendedor, o mesmo nos explanou sobre as benesses e prospecções futuristas do curso, alimentando nossa empolgação para escolha, quando coloquei uma questão;  - Se um dos colegas, viesse a desistir, como deveria proceder para o cancelamento do curso! Sem necessariamente tender contrário ao objectivo comum. No que foi respondido pelo vendedor em tom de deboche casual. - Não se preocupem com essas questões agora, pois ainda não iniciaram o curso, e garanto que não se arrependem do investimento, pois a dividir pelos três, não haveria complicações, portanto era de se aproveitar a oportunidade, e qualquer questão não hesitem em contactar-me. No fervor da empolgação, aceitamos, assinamos um "boletim de matrícula", eu como pagador responsável, e outro colega como aluno, mas o vendedor disse nos que o compromisso era válido por todos que usufruam do curso.
Passados uma semana, não mais, um dos amigos tivera proposta de emprego, e com morada incerta (motorista), o levou-o a desistir do curso, sem mesmo iniciar, desmotivado, e por instabilidade legal, o outro colega também viera a desistir do curso, no que tornará inviável a minha continuidade, principalmente pelo motivo financeiro, que não me era cabível, e pela própria disponibilidade de tempo, pois também exercia a profissão de motorista de pesados, e por oportunidade, comecei a fazer tráfego internacionais, onde por Motivo de Força Maior era prudente desvincular me do curso. Então tentei ligar ao vendedor, dentro dos quinze dias, ao qual fui aconselhado, sobre cancelamento de contratos, e não obtive resposta, talvez mais dois dias, voltei a ligar e novamente sem resposta, foi quando entrei em contacto directo com a escola.
Nessa primeira ligação, procurei falar com o vendedor, no que me informaram que já não fazia parte do quadro da escola, expliquei a situação ocorrida e pedi para que efectuassem o cancelamento da matrícula e que me dispunha devolver o material/conteúdo do curso mas mesmas condições que havia recebido, sem uso, como de origem, ou então que procedessem a recolha conforme combinado a posterior, me confirmaram através da chamada telefónica que automaticamente estava desvinculado do curso, mas deveria proceder o pagamento total assinado no "boletim de matrícula", pois estando fora do prazo legal de 7 dias, dito pela recepção, estava obrigado a pagar o valor integral. Sem ainda ter lido as cláusulas por trás do referido boletim, por não acreditar na burocracia de óbvio, pois se não posso, não quero, e não usufrui do conteúdo, normal que não aceitasse essa constituição de injustiça. Indago sobre o direito de avisar do cancelamento no prazo dos quinze dias, quando passo a ser tratado de maneira ríspida e falha de receptividade para a solução célere do assunto, então frisaram da necessidade de enviar carta por escrito e registada, dentro do prazo referido dos 15 dias, estando eu no limite do prazo, insisti para que ficasse claro o CANCELAMENTO do curso, através daquela chamada telefónica, como os ânimos já estavam exaltados, tenderam finalizar a conversa, dizendo para proceder como eu quisesse, pois não poderiam ajudar-me mais, senti me enganado, e vítima de burla. Por decepção, constrangimento e falta de conhecimento sobre as cláusulas pouco elucidativas, no verso do "boletim de matrícula" que até ali não dei devida atenção. Por motivo de Força Maior e convencido da minha razão, descansei sobre o assunto.

No dia 20/12/2001 recebi uma carta, de "Justitia - Blablabla - a solicitação, com vista à obtenção do pagamento em referência cuja data de vencimento se encontra excedida." Valor da dívida: 300.000 ESC. 
Entrei em contacto, onde expliquei o sucedido, e que não poderia pagar o valor, pela falta de condição financeira para tal, e por não ser justo, quando eu estava sendo vítima de um serviço enganoso.

Informo de que poderiam ter conhecimento dos detalhes junto a escola, antes de procederem aquela cobrança coerciva. Não acrescentaram nada além de ouvirem e se mostrarem receptivo sobre questão que expliquei, não houve nenhum sentido de orientação para outra forma de procedimentos, e não voltaram a contactar-me.

No dia 23/04/2008
Recebi uma carta de "Taltaltal Recuperação de Crédito - no âmbito do processo de cobrança: Foram atualizados, à data de hoje, o valor de juros sobre a dívida inicial. É na presente data de 2.000€tal. Caso não efectue o pagamento do valor supra referido no prazo de 5 dias, cessará a gestão amigável do presente processo, passando a cobrança do valor em dívida, para o TRIBUNAL competente."

Atribulado pelo teor agressivo, principalmente, no último parágrafo sobre PENHORAS, entrei em contacto, quase que de imediato com a entidade cobradora, mais uma vez repeti detalhadamente o que havia passado, e reivindico que estou sendo cobrado injustamente, por estes fui tratado com afronta e ameaças, reforçando o apelo ao pagamento pois meu caso poderia agravar se e que teria dificuldades futuras, pois nesse momento meus argumentos não eram válidos, tendo que assumir com o pagamento, correndo o risco de ir parar ao tribunal, caso contrário. O medo fez-me esmiuçar o "boletim de matrícula" parágrafo por parágrafo para entender e alinhavar minha linha de raciocínio e credibilizar legalmente minha razão. Então entrei em contacto com a DC, para um pedido de auxílio jurídico, onde me informaram que bastava enviar lhes uma carta, com os artigos referido, mencionando da caducidade do contrato pelo tempo passado, sinceramente não me recordo se enviei por escrito, por email, ou voltei a contacto los para informar minha posição e efeito nulo, por prescrição, daquela cobrança.

Hoje 14/03/2017

Recebi uma carta do balcão nacional de injunção, por parte de "Outra Credora", referindo o valor (integral) que lhes era devido pois tinha comprado a dívida a empresa "HomeOnon", e que no prazo de 15 dias teria que efectuar o pagamento,  ou deduzir oposição de injunção, junto ao balcão, do contrário, era certo a sentença como julgado.
Liguei a DC, para me informar de como proceder mediante a situação  que se fazia urgente, onde me indicaram que eu deveria me deslocar a Segurança Social, e fazer pedido de um advogado, enviando os documentos recebidos e autenticados por este balcão no prazo dos 15 dias atenção do Balcão Nacional de Injunções.

Hoje 17/03/2017
Enviei carta c/aviso de chegada, requerimento + junto documentos, informando que estava a espera da indicação de advogado por parte da S.S, a fim de deduzir oposição a injunção referida.

Na Eventualidade:

1' - Tivesse aceito as condições contratuais, ignorando a impossibilidade financeira e a indisponibilidade do tempo, na continuidade do curso, a não aprendizagem efectiva, constitui burla, pelo processo falho e enganoso do método de ensino, por visar tão somente o interesse financeiro e negligenciar a gestão curricular como opção prioritária.

2' - O curso oferecido incluía o material disponibilizado, bem como o acompanhamento na sequência dos níveis propostos, então a posse do material não deveria ser reclamado à parte do todo, pois se o curso oferecido fosse baseado na compra do produto/conteúdo, aí então teria optado por outras variadas publicações disponíveis no mercado, em lojas, papelarias, bibliotecas, ou meios virtuais, com valores consideravelmente abaixo do apresentado pelo vendedor, adequados a minha realidade financeira.
Então, somente a posse do material não representa tirar vantagens ou benefício próprio, extra contrato proposto, lembrando que em nenhum momento neguei a devolução do mesmo. 

Cumpri meu dever legitimando minha razão, e aguardo para que justiça seja feita.

J.O

Lisboa - Hoje, ?? / 03 / 2017



#JUSTIÇA - FUI ABSOLVIDO...
#EuSabia.
Lisboa, 05/04/2019
#FelizdaVida

Wednesday, December 12, 2018

NewLife

Hoje de manhã tive um sonho, tinha certeza que já havia sonhado,
nunca fiquei tanto tempo a espera do amanhecer do dia, do raiar do sol mais lindo,
da certeza que de sorrir e gritar com convicção, de manhã, para acordar os vizinhos,
para que eles também fossem testemunhas oculares que era a manhã mais bela, e não,
eu não estava dormindo, o sonho tornará realidade. 
Todos os dias, acompanho suas mudanças de humor, seu temperamento amistoso, 
e nada convidativo, tão bela quanto um raio depois do trovão, quanto a garras afiadas
sagrando a carne da caça e salivando o prazer do troféu, super protetora,
super sensível, super manhosa, super irritada, super expectativa,
super ansiosa, super mulher, superação, alegre, Bonita e Feliz,
e eu nada, nada a acrescentar, apenas observo, as horas, os minutos,
o transe envolvente, mas não tenho dúvidas do que estava escrito,
pois eu sinto não sei porque e nem tento entender, de maneira diferente,
eu já sabia, já ouvia, tinha certeza, daqueles enjoos duvidosos, da não-aceitação,
do querer guardar em segredo e gritar para o mundo do que está por vir.
Hoje de manhã questionei a surpresa, questionei todos os traços,
os fatos, a lógica, esmiucei a bula,
e entendi o encanto da música do Fábio Júnior exaltar esse mar azul;

Felicidade brilha no ar
Como uma estrela que não está lá
Conto de fadas, história comum
Como se fosse uma gota d'água
Descobrindo que é o mar azul”

Claro, gritei em alto e bom som, sorri como um bobo, chorei intimamente.
Estava acordado e minha Felicidade se tornará realidade.                                  
Aquela estrela, agora faria parte do nosso paraíso, com todas as reticências de
um marinheiro de primeira viagem, do sincretismo exigido,
hoje quase abro a janela para gritar que sou Pai,
e que é tão grande a paz, a sensação, a vontade de ser,
que meu peito não cabe mais em mim,
é mágico sonhar acordado.

Apreciando a refeição da tarde, ante o cheiro maravilhoso que me atraia,
enquanto estava pesquisando valores para os
produtos “standby” que encontramos no quartinho que agora
serve de arrecadação, pensei no melhor vinho que tínhamos
na nossa mini adega, alguns de castas soberbas doadas por amigos,
outros da curiosidadeou recomendação que nos levará a comprar
do mercado nacional, para comemorar esse dia, um belíssimo “GIRABOLHOS”
seria a pedida, mas imediatamente nos lembramos dos cuidados,
que a partir de hoje, tintos por melhor ao paladar soubesse,
zero, para Ela, então abri um de menor expressão
para comemorar solitário, por simbologia machista, um bom vinho Português,
enquanto Ela me acompanha com um excelente Antiox, tão saudável quanto
este momento em que compartilhamos a nossa Alegria.
Garrafa quase a meio começa a parecer-me doce o vinho ora desprezado,
que me acompanhou na primeira linha dessa história e que farei de tudo para
que seja a melhor história de nossas vidas, e que essa CRIANÇAS represente
o verdadeiro motivo por que estamos juntos até então,
e junto estaremos para o continuar a desfrutar o prazer por sermos os
realizadores dessa VIDA que uniu o nosso Sangue.

Provavelmente iremos ao cinema, hoje é dia de estreia, e até nostálgico fiquei,                
Mad Max me fez lembrar a minha infância, me fez voltar ao passado e resgatar
tudo que eu fui para ensinar tudo que podemos ser, o espelho,
ao nosso fruto que vai nascer.

Hoje estou entristecido, talvez pensativo, talvez calado, talvez perdido…
Penso em tudo, nas mudanças vindouras, nas que gostaria de mudar, transformar
o mundo numa bolha de sabão e ver o colorido da vida estourar ao vento,
sem lugar algum para existir, apenas voar, partir e renascer de outro sopro.
Tudo acontece ao meu redor, e algumas situações de forma injusta e são essas
que custam aceitar calado, conter o grito, por saber que ouvido
nenhum ouvirá ou verá meus pensamentos, minhas angústias,
minha ânsia e vontade intensa de mudar tudo ao meu redor.

Melhor conter, esconder, ocultar sentimentos que não caem bem ao âmago, que
ofuscam meu desejo de rir sem fim, minha paixão pela vida,
meus olhos contemplativos, minha loucura pela Vida que emana da terra.
Do minuto atrás não me lembro mais, pois a partir de agora a
Felicidade me toma por completo, daqui a nada,
as imagens dominam meu riso, meu choro, meu ser, aprendi a controlar
esse amor que envolve meu coração, mas quando temos contato
direto com a Vida em ebulição através
daquele pequeno ecrã, tudo transborda e torna imenso a Alegria de viver.

Vamos ver nosso Baby!

A Barriga está Linda, há apreensão pela falta de crescimento,
hoje exalamos orgulho, até brilha, não só pelo amor que nos envolve,
mas aumentado pelo rigoroso tratamento,
com óleos de todos os tipos para a protecção da pele,
e conservação natural da incrível beleza da mamãe.

A ESTRELA nos felicita cada dia mais, com sua energia e super actividade,
respondendo automaticamente nossas brincadeiras e entusiasmadas balbucias.
Ouve músicas conforme disposição do nosso sono, tendencialmente jazz,
aleatórias canções maternas, histórias musicadas que por efeito nos contagia
instigando a hora de recolher dos papais.

Não alimento expectativas para não criar medos, sou como sou e não desejo
abrir mão da felicidade, e dela compartilhar com meu filho,
assim como sou às pessoas amadas que me rodeiam.
Se a palavra é superação, tenho total intimidade, pois no decorrer desta
pequena aventura faço da superação um dos meus melhores amuletos,
toda conquista, toda peleja, tem um quê de coragem,
fé e uma vontade imensa de se reinventar a todo instante.
Em paralelo iniciei me nas andanças dos “Blogs”, propósito sem noção,
sem razão, sem porquê, sem temer, por vontade de aprender,
de arriscar, curiosidade, pagar pra ver, e também para arquivar
a besteiras a mais para no futuro servir aos risos do baby,
as maluquices do pai ali guardadas. Reinvento o momento, a ação,
os sentimentos, que refletem em mim o gozo do tempo presente,
a fórmula mágica da Felicidade, adequada a simplicidade do Ser.

Momentos de decisões não são fáceis, mas precisamos deles
para ativarmos o instinto de competitividade, indutores e
impulsionadores de novos caminhos que nos ajuda  
sairmos da tal linha de conforto, que por apatia das atitudes,
tendencialmente torna-se monótona no decorrer da vida.
Eis um desses momentos, daqui a pouco tempo,
não por necessidades, mais por vontade de mudança,
de novas aventuras, da leveza do poder ir e voltar, de estar lá,
ali ou acolá, sentir se livre, e fazer parte dessa Liberdade,
que nos livra do medo nativo, do receio do novo, das injustiças veladas,
da força do mau hábito, do umbigo amarrado a terra.
Aprisionamo-nos na inquietação do silêncio,
resignamo-nos na escuridão do nada,
falseamos a felicidade e fugimos da verdade,
por alimentar a falência da nossas capacidades,
amarrados ao passado da alma deixando
diluir o espírito da Vida, dois mundos, como dois amores, um que sangra outro
que faz sorrir.

Cada passo mais seguro, certo de um futuro risonho que por circunstâncias
de tantas experiências e através das lições vividas intensamente tenho aprendido
remeter como fluxo positivo a auto estima ascendente, recordo que já acontecia
frequentemente na idade adolescente, quando nas rodas de amigos,
ouvia atentamente as histórias e experiências dos meus amigos,
maioritariamente mais velhos, e dali filtrava o que teria que fazer para obter
resultados contrários a fase menos positivas
até ali vivenciadas.  
   
Na minha idade adulta, racionalmente percebo, o quando evitei, erros, dúvidas,
decisões, opiniões, lamentos e sofrimentos, baseados naqueles exemplos,
havia em mim um amadurecimento contido, uma canalização de todos os espíritos
refletindo no tempo que hoje estou, e até aqui me valeu muitas felicidades de um
apanhado geral.

Revejo me a expectar novas experiências,
novos exemplos de jovens maturados e amigos de idades serenas,
não aceito chamá-los de velhos, pois carregam em si o poder de transmitir sabedoria,
daquilo que não vivenciamos, e tem em si a sublime função de ligar mundos.
Observo, reflito, analiso, faço pausas, desligo me do mundo,
parece que o tempo passa mais devagar, não tenho mais a pressa ansiosa de
chegar em primeiro, prefiro a calma de sentir o vento acariciar o rosto num
banco de praça ouvindo os sons do outono chegar,
e neste momento transporto me além do que posso enxergar,
sinto o sabor do que será, consigo sorrir, consigo chorar,
e me alegrar, mato a sede na fonte que jorra constante,
rodeada de pássaros sinfonicamente cantantes.
As vezes me preocupo, confesso, como já escrevi em outras páginas,
ainda ontem comenteicom a minha rainha, pois ela notou me um tanto quanto
preocupado a alguns dias, tentei esconder, disfarçar,
mas como por costume partilho até mesmo as banalidades
do meu pensar, não hesitei, lhe disse:
– Me preocupo sim, sem motivo algum e não teria, nem tenho, muito pelo contrário,
és e darás a mim  “Minha Maior Alegria”,
que a DEUS agradeço e elevo minha gratidão,
justificando assim minha forma de Ser e não sofrer, nem me macular, apenas Viver.

Contenho por vezes a dúvida conflituosa do por que não me preocupo,
com o presente, do não  prolongar o momento num assunto questionável,
do não discutir incansavelmente, da não defesa voraz sobre minhas idéias,
do não querer ser visto e tornar me incolor, do fazer se indefeso para 
encontrar o covarde, do não consumir como água o licor dos injustos,
por isso fico num estado reflexivo sofrível que me é sentido no peito 
como ânsia ruidosa, um espartilho de aço capaz de tirar as forças
até desfalecer o corpo, e um silencioso vazio rompendo a alma.
A dor do pensar tenho remédio infalível, a oração que contém elevado
poder espiritual e estimulante vital para o equilíbrio dos nossos sentimentos.

A dor física, essa tenho ligado ao mal condicionamento
humano, maus hábitos alimentares e vícios que dilaceram as resistências
corporal desestabilizando detalhes que se ligam e se ramificam,
tornando se em causas graves a partir desses sinais e sequências
sucessivas de acontecimentos,
que na minha idade atual, está ligado diretamente a doenças consideradas modernas,
como estresse urbana, confrontos virtuais, personal ostentação, convulsão social,
auto crença e desvios de conduta em anonimato,
aproximando do que conhecemos comumente como sedentarismo até a morbidez.
Sempre disse com alguma convicção que seria capaz de controlar qualquer vício,
ainda tenho o controle, mas a melhor certeza é defender se da aproximação,
da oportunidade ou vontade induzida de provar o desconhecido, pois bem,
deixe me levar pela tentação do prazer vulgar, de querer copiar para
sentir me incluso ou na moda, e nesse momento luto
com todas a força contra um vício não assumido,
pois não aceito e nunca aceitarei o pecado de não tentar largar e arrancar de mim
qualquer vestígio da fraqueza que me acometeu, consciente de todos os efeitos,
quase como afronta ao instinto, provoquei e provei.
Tento esconder me da abstinência, injetando me com altos teores de teorias
dos atos e consequências, uma metadona psicológica.
E na prática um santo remédio encontrei, mas esse dependente diretamente
da capacidade em estimular as endorfinas, a corrida, caminhada, passeio,
ou running como queiram, para o meu caso,
e conforme a tipologia de cada um que procura fugas desses surtos de
mal estar ou assumidamente vícios “habitués”, outras atividades físicas 
que se reconheçam, se lembrem como crianças e por segundo transforme 
o pensamento em revigorante auto estima, experimente, se esforce, tente,
pois além do prazer e adrenalina viciante, não tem contra indicações 
e os resultados são inequivocamente \saudáveis para a mente e coração,
além do convívio, encontro pessoal com a natureza, o ponto Zen,
descobrir a cidade por outras perspectivas, novas amizades,
seu DEUS, seu EU, e como diria meu sábio pai – “Mente sã, corpo são”.

Mais uma vez por influência de políticas ruinosas para a sociedade ao qual trânsito
me ponho no papel de fugitivo, não como covarde, mas pela busca de justiça,
de lugares ajustáveis a minha índole, e nesse momento vejo reflexo
da sociedade de onde venho aqui e agora, logo me causa desgosto
pactuar com os desmandos políticos para acalentar índices nada visíveis
na realidade local, vou partir talvez em breve, ainda é projeto,
mas tenho desejo no coração de não deixar
vestígios do suor que verti nesse chão.
Se havia motivos forte para lutar e incentivar meus queridos e mais próximos
a fazerem o mesmo buscando o melhor em outras paragens, hoje,
motivo maior não há, do que aquele que é lutar por um filho amado.
E por ele tenho essa gana de viver, de batalhar, de ir além da razão
que me prende a conceitos relativos.  

Hoje continuo por aqui, por conformismo, por casualismo,
pelas mudanças estruturais e políticas que elevou o país a patamares positivos,
pelo sol, por Ela, pelos amigos, pelo samba bom difícil de se encontrar 
em outras paragens, e essencialmente por Ele, que em seu crescimento se faz alegre, 
forte, saudável e completamente sociável, 
pilares ímpares para a minha rejuvenescida felicidade,
meu pequeno sonho, daqui há dias completará três aninhos.
E os detalhes desta alegre caminhada, criarei coragem para publicar em formato livro,
já concluído, conforme a aceitação dos leitores que até aqui chegaram,
enquanto isso estarei partilhando outras "besteiras", vultos dos meus devaneios.